A fuga de capitais alcança níveis recordes no transcurso do ano.
Segundo um informe publicado pelo  Centro de Economia Política Argentina (CEPA), durante o primeiro semestre de 2018, a compra de moeda estrangeira para poupança sumou 16.676 milhões de dólares, alcançando níveis recordes de fuga de capital.
A saída acumulada desde dezembro de 2015 até junho de 2018 por compra de moeda estrangeira do setor privado para poupança ou acumulação alcança os 50.799 milhões de dólares. Somando a remissão das utilidades e dos dividendos, as saídas alcançam 56.919 milhões de dólares.
No análise da  composição dos segmentos de compra de moeda estrangeira, observa-se que, desde a abertura do mercado câmbio, a participação dos grandes atores (que adquirem montos mensais superiores aos 2 milhões de dólares) têm sido relevante.
No mês de Junho de 2018, as transferências de “divisas” para exterior representaram  28% e a  compra neta de “bilhetes” foi o 72% restante.
Em Junho de 2018, um 4% dos clientes (quer dizer 44.560 pessoas sobre um total de 1.114.000 clientes) concentraram  61% das compras brutas de bilhetes (por montos superiores a 10.000 mensais).
Ao  tempo que as transferências para o  exterior por “operações em divisas” do mês de Junho de 2018 foram efetuadas por  2.700 clientes, das quais quase um 80% do total de compras foram por montos mensais superiores a 2 milhões de dólares.
Em relação com a moeda estrangeira para turismo, também se observou um crescimento da demanda, que durante o primeiro semestre de 2018, deu como resultado a  suma de 5.544 milhões de dólares.
Estas saídas de divisas foram financiadas por um extraordinário endividamento externo, que geram, além disto, o  egresso de uma suma muito relevante de moeda estrangeira por pagos de juros, que alcançaram os 4.313 milhões de dólares durante o primeiro semestre de 2018.
Esta fuga de divisas impacta fortemente sobre as reservas internacionais. Desde os primeiros dias de abril (até  20 de Julho de 2018), perderam-se um total de 16.700 milhões de dólares de reservas internacionais. Cabe destacar que logo da entrada de 15.000 milhões de dólares do Fundo Monetário Internacional, em 22 de Junho, já se perderam 3.536 milhões de dólares, em  20 de Julho de 2018.