Gol  contra em Wall Street

Por Daniel Rodríguez Paz ·

Enquanto o presidente Mauricio Macri pedia para “Que a Argentina acabe apaixonada da Christine” e forçava à vicediretora executiva da fundação Atlantic Council; Adrienne Arsht para dançar no palco; o “Messi das finanças”, Luis Caputo dava um severo gol contra à desesperada tentativa de convencer ao mundo das finanças internacionais que, com o auxílio do FMI, a Argentina lhes pagaria os investimentos especulativos no país.

A administração de Cambiemos tentou de tirar importância à massiva mobilização popular de repúdio que encheu as ruas de Buenos Aires e à convincente Greve Geral convocada pela CGT contra das políticas de ajuste; destacando na imprensa hegemônica adicta as supostas reuniões que o Presidente Macri e seus colaboradores realizavam nos Estados Unidos com “inversionistas internacionais”.

Na verdade, Macri se apresentou numa ceia privada con os principais Ceos de alguns grupos financeiros de Wall Street e representantes da banca, quem têm realizados na Argentina investimento especulativo em bonos, LEBAC, LETES, LECAP, LELIQ, NOBAC; diferentes instrumentos de especulação fácil que o governo ofereceu sucessivamente com mais altos juros aos capitais especulativos seduzidos com obter grandes lucros em pouco tempo e que, incrivelmente, ainda chamam de “política monetária”

Em apenas um ano e meio o governo de envidou em 100 mil milhões de dólares adicionais, as reservas do Banco Central tinham ultrapassado de 25.920 milhões de dólares em 9 de dezembro de 2015 a 62.400 milhões em 19 de abril de 2018 quando a festa do primeiro crawling peg chegou ao seu fim e aqueles que ingressaram dólares para especular com Lebacs decidiram que a bolha era por demais pessada e explosiva e então decidiram furar. Em 20 de Junho já as reservas tinham caído a 48.478 millonres, quando desesperadamente o FMI socorreu à Argentina com 15 mil milhões de dólares. O denominado Não Plano de Macri e de Sturzenegger tinha fracassado em toda a linha, com um endividamento massivo aproveitando a “herança recebida” de um país sem dívida, queda de PIB, inflação recorde e agressiva distribuição negativa do ingresso nacional.

A melhor “equipe dos últimos 50 anos” que vinha a escarmentar aos argentinos obtinha um profundo fracasso.

Em 22 de Junho, já as reservas aproximavam-se novamente aos 63.274 milhões de dólares graças ao aporte de fundos-dívida do FMI. Porém, em 20 de setembro último já estes fundos novamente tinham sumido , as reservas voltaram a 48.982 milhões de dólares. O primeiro traço do FMI literalmente se esfumou.

Só ficou a dívida.

Chegou então a hora de que o nosso Presidente dançarino viaje de urgência aos Estados Unidos para assegurar aos banqueiros e aos fundos abutres que o galanteiam, que com os novos recursos do FMI que estão a chegar poderão seguir tirando seus aportes, seus capitais especulativos de lucro fácil e, em tudo caso e pelas dúvidas, estão Vaca Muerta e as barras de ouro trasladados para a Inglaterra.
Mas justamente, aquele “Messi das finanças ” lhe proporciona um tapa na cara terrible e fecha a porta de uma vez pelo twitter. Resguardado pela própria especulação privada, Luis Caputo renunciou ao Banco Central. Não Importa se a sua saída foi propiciada pelo FMI ou inclusive imposta, certo é que a fechada de porta não esperou a que terminasse o périplo presidencial.

O dólar voltou a escapar , o risco país se disparou, os títulos caíram e as ações argentinas em Wall Street se deslocaram. Mais incredulidade para todos.

Sorte que o povo demonstrou que não irá a permitir , se não fosse por isto, esta dança macabra dos ricos na coberta do Titanic terminaria por desmembrar e matar à Argentina. Nos esperam novas cambalhotas, cada uma delas mais dolorosas para várias gerações de argentinos, poderão ser com flutuação suja ou livre, crawing peg ou dolarização; todas serão mais e mais custosas, até que o povo fale chega.