O avanço da direita na América Latina

por Nahuel Macedo Acuña

O ex Militar de ultra-direita Jair Bolsonaro é o novo presidente dos brasileiros com 55% dos votos, seguido pelo candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Manuel Haddad, 48%. As eleições foram marcadas pela violência, a desinformação e a capacidade de falar a língua da extrema direita do novo chefe de estado brasileiro que acrescentou suas promessas fala de “mudança e esperança” para o país.

O primeiro punho com que ele atacou o fascismo no Brasil foi o 15 de setembro de 2016, quando 61 senadores votaram a favor do impeachment Dilma Russef, primeira mulher presidente do país e que continuou o legado de Lula Da Silva dando direitos para o povo. Isso é o que mais incomodou a grupos econômicos e investidores privados, o PT influía muito nos bolsos dos ricos para beneficiar aqueles que tinham menos. Tinham que acabar com isto. O golpe institucional que recebeu a  o ex-presidenta foi marcado pela traição, não só de seu segundo em comando, o  Michel Temer (que também esteve envolvido em casos de corrupção), mas também pelo ex-presidente do Congresso Eduardo Cunha que, em dez 2015 decidiu retirar a gaveta de um relatório por três advogados meses atrás em que acusou o partido de esquerda (não pessoalmente a Russef) de ficar com o dinheiro que devia ser destinado para empresas estatais.

Este ano veio Jair Bolsonaro como o novo candidato, no entanto não há nada de novo, uma vez que está cumprindo seu sétimo mandato no banco de Congresso com promessas de mudança e de  limpar de corrupção ao Estado. Acaso  não soa como um discurso de Mauricio Macri, ouvido em 2015? O presidente não prometeu a mesma coisa, usando as mesmas palavras? A resposta do presidente dos argentinos, que também se comprometeu a estabelecer a união entre nós, foi a criminalização e a repressão dos protestos sociais nas mãos das forças de segurança, dando-lhes um passe livre para atacar (todos nós nos lembramos da doutrina Chocobar), o mesmo plano de eleger presidente brasileiro, que em seu discurso disse que policiais mortos no cumprimento do dever não vai cumprir a condenação, mesmo para os civis “para se defender de um ataque em suas casas.”

Em matéria econômica o novo chefe de Estado brasileiro garantiu a privatização de muitas empresas estatais, começando com a Petrobras, a redução do aparelho do Estado e a implementação de um novo sistema de pensões e de novas medidas de direito do trabalho, como todos sabemos, eles levaram à Argentina à grande crise econômica atual, mesmo ambos os candidatos, então, disse que sua missão seria reduzir o déficit e inflação.

Agora, se os argentinos estão sofrendo as mentiras do presidente, como no Brasil não conseguiram  perceber que eles são destinados para o mesmo fim? A única resposta possível está na habilidade da comunicação  ao servico da direita  para  capitalizar o ódio para o outro, marcado por um discurso racista, xenófobo e proteger o capital financeiro como a única forma de crescimento econômico.

Felizmente aqueles que pensamos de forma diferente, tanto no Brasil como aqui, não somos  poucos e demonstramos a nossa força nas ruas como fizemos nas marchas em favor da educação pública, contra a reforma das pensões, o orçamento impostas pelo FMI ou os vários acontecimentos que tiveram lugar no sábado, em comemoração de Nestor Kirchner, o gigante da Amazônia fez o mesmo quando tomou  as ruas contra a prisão arbitrária de Lula e continuará a fazê-lo é hora de unir ainda mais do que antes e evitar que a  direita continue avançando.